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Tigrinho: A Armadilha Digital que Está Destruindo Sonhos

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A campanha "De Block no Tigrinho" surge como um movimento de grande impacto social nas redes sociais, unindo artistas, influenciadores e figuras públicas em um manifesto conjunto contra a disseminação desenfreada dos jogos de azar online, popularmente conhecidos no Brasil como "Tigrinho"

Veja vídeo abaixo um dos vídeos da da campanha.

 

Entre todas as modalidades de apostas que invadiram o Brasil nos últimos anos, poucas se tornaram tão populares — e tão perigosas — quanto o chamado "Jogo do Tigrinho". Apresentado como uma forma rápida e divertida de ganhar dinheiro, ele atrai diariamente milhares de pessoas com promessas de lucros fáceis, cores vibrantes, sons envolventes e supostos vencedores exibindo ganhos extraordinários nas redes sociais.
Mas por trás da aparência divertida existe uma realidade muito diferente.

O Tigrinho foi desenvolvido para manter o jogador conectado o maior tempo possível. Cada pequena vitória gera uma sensação de euforia que estimula o cérebro a buscar novas apostas. Quando as perdas acontecem, o jogador acredita que está perto de recuperar o dinheiro investido e continua apostando. É nesse momento que a diversão dá lugar à dependência.

 

Muitos usuários relatam ter perdido economias de anos em poucos dias. Outros acumulam dívidas em cartões de crédito, empréstimos bancários e até dinheiro destinado ao pagamento de contas básicas. O impacto não é apenas financeiro. Casamentos são abalados, famílias entram em conflito e a saúde mental sofre consequências graves.

Ansiedade, depressão, insônia e sentimento de culpa são problemas frequentes entre pessoas que desenvolveram dependência nesse tipo de jogo. Em casos extremos, o desespero causado pelas perdas financeiras pode levar ao isolamento social e a pensamentos autodestrutivos.

 

O grande perigo do Tigrinho está justamente na ilusão de controle. O jogador acredita que está a uma rodada de ganhar, quando na verdade o sistema é projetado para favorecer a plataforma no longo prazo.

Por isso, é importante lembrar: o Tigrinho não é uma fonte de renda, nem um investimento. É um jogo de azar criado para gerar lucro para seus operadores.
A melhor forma de vencer essa armadilha é não entrar nela. Quando alguém dá "block" no Tigrinho, não está apenas bloqueando um aplicativo: está protegendo seu dinheiro, sua saúde mental, sua família e o seu futuro..

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Celebrar os bons momentos ficou ainda mais gostoso! 🎂✨

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RIA SE PHUDER

 

COMO JUSTIFICAR O INJUSTIFICÁVEL
Um dia decidi sair do trabalho mais cedo e fui jogar golfe! Quando estava escolhendo o taco, notei que havia uma rā perto dele. A Rā disse: "Croc-croc! Taco de ferro, número nove". Eu achei graça e resolvi provar que a rã estava errada. Peguei o taco que ela sugeriu e bati na bola. Para a minha surpresa a bola parou a um metro do buraco.
Uau!!! - gritei eu, me virando para a ră - Será que você é minha rã da sorte? Então resolvi levá-la comigo até o buraco.
- O que você acha, rã da sorte?
- Croc-croc! Taco de madeira, número três! - Peguei o taco 3 e bati. Bum! Direto no buraco! -Dali em diante acertei todas as tacadas e acabei fazendo a maior pontuação da minha vida! Resolvi levar a rā pra casa e, no caminho, ela falou:
- Croc-croc! Las Vegas! -Mudei o caminho e fui direto para o aeroporto! Nem avisei minha mulher! Chegando em Las Vegas a rā disse: “Croc-croc! Cassino roleta!” Evidentemente, obedeci a rā, que logo sugeriu:
- Croc-croc! 10 mil dólares, preto 21, três vezes!!!
Era loucura fazer aquela aposta, mas não hesitei. A rã já tinha credibilidade. Coloquei todas as minhas fichas e deu na cabeça! Ganhei milhões! Peguei toda a grana e fui para a recepção do hotel, onde exigi uma suite imperial. Tirei a rā do bolso, coloquei-a sobre os lençóis de cetim e disse:
- Răzinha querida! Não sei como lhe pagar todos esses favores! Você me fez ganhar tanto dinheiro que lhe serei grato para sempre! - E ela respondeu:
- Croc-croc! Me dê um beijo na boca! - Tive um pouco de nojo, mas pensei na sorte que ela me deu e mandei ver. No momento em que a beijava ela foi se transformando em uma linda adolesceste de uns 15 anos, completamente nua, sentada sobre meu colo e foi me empurrando  carinhosamente para a banheira de espuma.
-Eu juro por Deus e todos os santos, merentíssimo! Foi exatamente assim que fui parar naquela suíte imperial com aquela garota!

 
ALMOÇO DE POLÍTICOS
Dois políticos entraram num famoso restaurante da Rua da Praia. O maitre pergunta:
- O que os senhores vão querer?
- Robalo! - diz um deles e o outro sorrindo:
- E furtos do mar! kkkkkkkkkkkk

 

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ANITTA USOU MÚSICA CRISTÃ PARA CRITICAR 
INFLUENCIADORES QUE DIVULGAM CASAS DE APOSTAS
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O feed do Instagram rolava no piloto automático quando uma melodia antiga quebrou a anestesia do domingo. Era um hino cristão, daqueles que evocam culpa e redenção na mesma nota. Mas quem cantava não era um pastor, nem uma tia carola. Era Anitta. E o sermão que se seguiu não era sobre o céu, mas sobre o inferno cotidiano das telas de celular.
Com o olhar fixo na câmera, ela desbancou o mito do "sucesso compartilhado". Mirou direto na ferida dos influenciadores que enriquecem vendendo a ilusão do ganho fácil em casas de apostas. 

O contraste foi cirúrgico: a pureza da música sacra contra a engrenagem profana dos cassinos digitais.
A cena escancarou a grande farsa da nossa era. Vivemos em um tempo onde todos se dizem "comunidade", onde seguidores são chamados de "família", mas onde o amor coletivo evapora na primeira proposta de patrocínio com muitos zeros. O "arrasta pra cima" virou um empurrão para o precipício financeiro de milhares de pessoas vulneráveis, tudo para que o influenciador da vez possa trocar de carro ou ostentar as férias nas Maldivas.
Toda escolha comunica. Ao aceitar o dinheiro da banca, o criador de conteúdo avisa, em letras garrafais, que o bolso dele pesa mais que a saúde mental do seu público.
Anitta lembrou o que o cinismo da internet tenta apagar: não há dignidade em lucrar com a ruína alheia. A ostentação financiada pelo prejuízo de quem assiste não é vitória; é apenas o egoísmo fantasiado de prosperidade.E quando alguém usa sua influência para vender algo que pode destruir a vida de pessoas vulneráveis, a conta não é só financeira. É humana.
A música “Começar Em Mim”, do Vocal Livre, carrega exatamente essa provocação: antes de cobrar um mundo mais justo, precisamos olhar para aquilo que estamos ajudando a alimentar.
É fácil reclamar que falta amor.
Difícil é perceber onde nós mesmos deixamos de praticá-lo.
A mudança que você tanto cobra do mundo, já começou em você?

@anitta @vocal_livre

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ORAÇÃO MILAGROSA
Faça com muita fé,várias vezes ao dia.
Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois Vós entre as mulheres, 
bendito é o fruto em Vosso ventre, Jesus. Santa Maria Mãe de Deus, rogai por nós, os pecadores, agora e na hora da nossa morte. Amém.
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COTIDIANO

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A Roleta que Nunca Para
Houve um tempo em que o brasileiro sonhava em enriquecer trabalhando, estudando ou empreendendo. Hoje, basta ligar a televisão, abrir as redes sociais ou assistir a uma partida de futebol para encontrar uma nova promessa de fortuna instantânea. As apostas esportivas chegaram como entretenimento, mas se espalharam como uma febre.
O problema das bets não está apenas no dinheiro perdido. Dinheiro, às vezes, se recupera. O que preocupa é o que desaparece junto com ele: a tranquilidade, a confiança, os relacionamentos e a esperança.
Tudo começa de forma inocente. Vinte reais aqui, uma aposta ali. Uma vitória ocasional cria a ilusão de controle. A pessoa acredita que descobriu um segredo, uma fórmula, uma maneira inteligente de ganhar. Mas a casa conhece cada passo dessa dança. Ela não precisa vencer uma vez; basta que o apostador continue voltando.
E ele volta.
Volta porque quase ganhou. Volta porque quer recuperar o que perdeu. Volta porque acredita que a sorte está prestes a mudar.
Enquanto isso, contas se acumulam, discussões familiares aumentam e o sono desaparece. O jogo deixa de ser diversão para se tornar uma companhia silenciosa e perigosa.
Por isso, quando uma figura pública como Anitta decide levantar a voz, o debate ganha importância. Não se trata de moralismo, mas de responsabilidade. Afinal, milhões de pessoas são impactadas diariamente por uma indústria bilionária construída sobre a expectativa humana de vencer.
Talvez, no futuro, olhemos para a avalanche de propagandas de apostas com o mesmo espanto com que hoje observamos os antigos anúncios de cigarro. A diferença é que, até lá, muitas vidas ainda poderão ser consumidas pela roleta que nunca para de girar.
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Tem gente que ainda acha que o “Tigrinho” é só brincadeira?
Quando nomes como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque, Djavan e Camila Pitanga se unem publicamente contra as apostas online, isso diz muito sobre o tamanho do problema que estamos vivendo.
O que está sendo vendido como diversão rápida está destruindo: famílias,salários, relacionamentos, saúde mental, adolescentes, e o futuro de muita gente.

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"Deus e o Diabo na Terra do Sol" (1964), escrito e dirigido por Glauber Rocha, é a obra-prima máxima do Cinema Novo e um dos marcos mais importantes da história do cinema brasileiro, um dos filmes na plataforma Tela Brasil, lançado semana passada com mais de 500 filmes gratuítos.
Com uma estética visceral, misturando cordel, ópera, misticismo e crítica social, o filme é um grito de revolta contra a opressão no sertão nordestino.

 

 A Trama
A história se passa no sertão profundo e acompanha a trajetória trágica de Manuel (Geraldo Del Rey) e Rosa (Yoná Magalhães).
A Revolta: Após matar um coronel latifundiário que tentou enganá-lo na partilha do gado, Manuel foge com Rosa para o deserto.
O Deus (O Misticismo): Eles se juntam aos seguidores do Beato Sebastião (Lídio Silva), uma figura messiânica que promete o fim do sofrimento dos pobres, mas que descamba para o fanatismo religioso e o sacrifício.
O Diabo (A Violência): Após a trágica queda do beato, o casal se junta a Corisco (Othon Bastos), o "Diabo Loiro", último sobrevivente do bando de Lampião, que busca a justiça social através da violência brutal do cangaço.
O Executor: Perseguindo ambos os lados está Antônio das Mortes (Maurício do Valle), um caçador de cangaceiros e beatos contratado pela Igreja e pelos grandes proprietários de terra.
 
A Estética e o Cinema Novo
Glauber Rocha colocou em prática neste filme a famosa máxima: "Uma câmera na mão e uma ideia na cabeça". O filme rejeita o padrão hollywoodiano de narrativa e foca em uma linguagem puramente brasileira:
Estética da Fome: O filme usa a escassez, a luz estourada do sol do sertão e a crueza visual para refletir a miséria real do povo.
Trilha Sonora de Villa-Lobos: A música clássica e os cantos de cordel (interpretados pelo próprio Glauber e por Sérgio Ricardo) guiam a narrativa como se o filme fosse uma ópera trágica.
A Câmera Viva: Planos longos, cortes abruptos e o uso da câmera na mão trazem uma sensação de urgência e transe.

 

Principais Temas e Legado
"A terra é do homem, não é de Deus nem do Diabo."
Essa frase resume a tese central do filme. Glauber Rocha argumenta que tanto o messianismo religioso (Deus) quanto a violência cega do cangaço (o Diabo) são formas de alienação que não libertam o homem do sertão. A verdadeira libertação só acontece quando o povo toma consciência de sua própria força e realidade política.
 
Reconhecimento
Indicado à Palma de Ouro no Festival de Cannes em 1964.
Frequentemente eleito pelas listas da Abraccine (Associação Brasileira de Críticos de Cinema) como um dos 3 melhores filmes brasileiros de todos os tempos.
Em 2022, o filme passou por um minucioso processo de restauração em 4K, sendo reapresentado em Cannes e mantendo viva a sua força visual e política para as novas gerações.

"Presente de Jesus". "Empresa administrada por Deus". Com certeza, as pessoas que fazem essas inscrições em automóveis e fachadas estão com um bem intencionado desejo de louvor.
Essas frases são perigosas, porém. Podem reduzir a Divindade sem começo e nem fim à nossa pequenez. É como se Deus fosse visto como um gerente de banco, um investidor, uma loteria. Deus deve ser muito mais do que isso. E nós também deveríamos estar disponíveis
para muito mais do que um novo carrinho ou uma empresinha lucrativa. 
O Divino é fonte sem fim, mas nós preferimos afogar­nos em poços apertados e seco.

 

Publicado na edição 439 
 04 /06/2016

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